15 agosto 2016

GARIS PARALISAM - Prefeito Carlinhos da Pedreira e seu irmão e vice, Léo da Pedreira deixam de pagar aos coletores de lixo, mais uma vez.

Coletores de lixo, sem fardamento, sem botas, sem luvas, sem capacete ou chapeus, mas principalmente, sem salários na gestão de Carlinhos da Pedreira (PSB) e Léo da Pedreira (PP), dois irmãos que vem acabando com a dignidade dos servidores barreirenses. (Imagem Ed Soares)
Não posso mais enumerar quantas vezes que a irresponsável administração de Carlinhos da Pedreira tem falhado com os servidores públicos barreirenses. Contratados ou não, todos os que precisam de seus salários passam todos os dias, apertos financeiros.

Também não é novidade que Barreiros tem uma das maiores e melhores arrecadações financeiras na região, perdendo apenas para Palmares, cidade que compõe o bloco da Mata Sul de Pernambuco.

Sob a gestão de Toinho da Coco-Cola, e isso todos sabem, não é novidade, os barreirenses tinham o trabalho da empresa LOCAR, em que caminhões bem conservados e apresentáveis desfilavam pelas ruas da cidade, recolhendo o lixo. Os funcionários daquela empresa eram, todos, fardados, com botas, luvas, uniformes e até capacetes. O serviço era, neste ponto, executado dia à dia, sem interrupção.

Já sob a gestão de Carlinhos da Pedreira (PSB) e seu irmão, Léo da Pedreira, desde o ano de 2013 que a população barreirense vem reclamando da coleta de lixo.

Os garis tem, além da falta de salário e atrasos constantes, falta de equipamento, não tem fardamentos, capacetes, não tem luvas, não tem botas, em suma, não estão devidamente preparados para fazerem a coleta de lixo em nossas cidades.

Todos os meses, os garis da cidade, contratados, ficam á penar, sem saber quando saem seus pagamentos.

No ano de 2013, eles sequer sabiam quem eram os seus empregadores. Entre as supostas empresas fantasmas, apareceu uma, a START CONSTRUTORA, que todos diziam ser uma empresa filial, de responsabilidade da familia sanguinetti, com arrumadinhos, para que os nomes dos responsáveis não aparecesse.

Em 2014, a empresa supostamente sairia e entraria outra, também, possivelmente de responsabilidade dos familiares dos prefeitos. No final de 2014 os funcionários ainda não tinham sequer carteira assinada e sem registros, podiam ser tratados como pessoas descartáveis, pelos irmãos gestores da Prefeitura de Barreiros.

Em 2015, os atrasos, constantes, levaram mais uma vez, os garis à fecharem à cidade, colocando fogos e entulhos em frente à Prefeitura, reclamando de atraso de salários. O prefeito, sabendo que eles iriam fazer o protesto, conseguiu fugir, e depois, manda um recado por João Marreca, chefe de segurança e Pande, seu motorista na época, de que estava em Recife, e na semana seguinte resolveria a questão, fichando-os como funcionários da Prefeitura. Coisa que não o fez, como sempre, mostrando também neste caso, ser um homem sem palavra.

No final do ano passado e inicio deste ano, encontramos nossos garis, sem registro, sem folha de pagamento, sendo pagos por sorteios, numa loteria infame, sem fardamentos, sem luvas, sem botas, etc, etc, etc...

No final da semana passada, mais uma vez, por atraso de salário, os garis, cansados, e sem terem à quem reclamar, paralisaram o serviço de coleta do lixo. Em pleno sábado. Alguns agentes, pau-mandados do Prefeito, foram às ruas contratar de ultima hora quem pudesse fazer o trabalho dos garis, recolhendo o lixo da feira livre. À cada pessoa chamada, fora pago o valor de R$ 50,00. Até guardas municipais foi visto, fazendo o trabalho que competia aos garis.

Hoje, segunda-feira, dia 15/08, inicio de mais uma semana, não se sabe qual o destino e as condições dos coletores de lixo. Mas sabemos que graças à Carlinhos da Pedreira e Léo da Pedreira, os dois irmãos que mais tem massacrado o funcionalismo público barreirense, as previsões não são nada a gradáveis. E eles, mesmo depois de terem feito nestes quatro anos uma péssima administração publico/financeira, ainda querem ser candidatos à reeleição.

Resta-nos perguntar o que é feito com tanto dinheiro que entra em nossas contas públicas, que por alguma razão, passa-nos a ideia de que podem estar sendo desviados.