15 setembro 2020

15 anos do PSOL: relembre essa história de lutas e coerência



Portal do PSOL - Em 15 de setembro de 2005, há exatos 15 anos, o Partido Socialismo e Liberdade era registrado oficialmente na Justiça Eleitoral. Depois de quase 15 meses de coletas incessantes de assinaturas nas ruas de todo o Brasil, nasce assim o PSOL: uma alternativa de esquerda coerente, combativa, socialista e que não negocia seus princípios.


15 anos depois de sua fundação, os desafios são outros, mas mesmo assim o partido se consolida cada vez mais como uma referência no combate à extrema-direita que chegou ao poder no Brasil e na construção de uma alternativa de um projeto verdadeiramente democrático para o país.


Veja abaixo uma sequência de alguns dos principais fatos na história do PSOL e que se confundem com a história recente do Brasil:

 

    • 15 de setembro de 2005 é a data que marca a legalização do PSOL, com o seu registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois de quase um ano e meio de coleta de assinaturas. Figuras importantes da esquerda brasileira, como Plínio de Arruda Sampaio, Luciana Genro, Ivan Valente, Chico Alencar, Babá, Heloísa Helena João Fontes, Maninha, João Alfredo, Marcelo Freixo, Randolfe Rodrigues, Afrânio Boppré, Carlos Giannazi, Brice Bragato, entre tantos outros, participam desse momento e inauguram um novo momento para a esquerda brasileira.

    • As eleições gerais de 2006 foram as primeiras disputadas pelo PSOL. A então senadora alagoana Heloísa Helena foi a candidata do partido à presidência e obteve 6,85% dos votos – mais de 6,5 milhões de eleitores.

    • Em 2007, o PSOL foi linha de frente da campanha exigindo o afastamento de Renan Calheiros, então presidente do Senado, e Joaquim Roriz (DF), que tinham sérias acusações de corrupção e envolvimento com esquemas ilícitos com empreiteiras. Há 13 anos já estávamos nesse combate.

    • Deputado estadual do PSOL pelo RJ, Marcelo Freixo entrou para a história da política nacional em 2008 ao presidir a CPI das Milícias na ALERJ, um marco na luta contra o crime organizado e que virou até inspiração para os filmes Tropa de Elite.

    • Em 2009, o PSOL cobrou investigações das graves denúncias que envolviam José Sarney, presidente do Senado na época e símbolo da velha política corrupta no parlamento brasileiro.

    • A segunda campanha presidencial do PSOL foi em 2010, com o saudoso Plínio de Arruda Sampaio. Foi reconhecido na época por ter mobilizado a juventude através das redes sociais com transmissões no Twitter e seus comentários ácidos contra adversários nos debates de televisão.

    • Em 2011, um fato interessante: o PSOL pediu a cassação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados do então deputado Jair Bolsonaro. O atrito da época foi com a então senadora Marinor Brito (PSOL-PA), após a “denúncia” de Bolsonaro de um suposto “kit gay” nas escolas.

    • A campanha de Marcelo Freixo à prefeitura do RJ em 2012 ficou conhecida como “Primavera Carioca”. Reconhecido pelo trabalho contra as milícias e ameaçado por elas, Freixo teve o músico Marcelo Yuka como vice em uma chapa que teve quase 30% dos votos e empolgou a militância.

    • Entre 2013 e 2014, o PSOL esteve ativamente na defesa das liberdades democráticas dos manifestantes que iam às ruas exigindo melhores serviços públicos pelo país durante os preparativos para a Copa do Mundo do Brasil.

    • Em 2014, o PSOL teve a ex-deputada federal Luciana Genro como candidata à presidência com uma campanha que mobilizou jovens, LGBTs, mulheres e negros e negras por todo o país.

    • A campanha contra o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, hoje preso por seus vários casos de corrupção, teve participação ativa do PSOL no parlamento e nas ruas.

    • O ano de 2016 foi um marco na história do PSOL. Mesmo tendo feito oposição a todos os anos de governos do PT, se posicionou de maneira firme em defesa da democracia e contra o golpe orquestrado pelo Congresso para derrubar a presidente eleita Dilma Rousseff.

    • 2017 foi um ano de resistência às medidas do governo ilegítimo de Michel Temer (MDB). O PSOL esteve nas ruas junto a diversos movimentos e partidos contra projeto como a PEC do Teto dos Gastos e as Reformas Trabalhista e da Previdência.

    • 2018 teve o episódio mais triste e revoltante da história do PSOL. O assassinato político da vereadora do partido no RJ, Marielle Franco. Sem solução até hoje, o fato levou centenas de milhares de pessoas às ruas e comoveu o país. Marielle, presente!

    • O ano também foi de campanha presidencial e o PSOL contou com Guilherme Boulos e Sonia Guajajara, em uma grande aliança com movimentos sociais. Uma chapa com o candidato à presidência mais jovem da história e a primeira indígena a estar em uma chapa presidencial em 518 anos de história do Brasil.

    • Desde 2019, o PSOL é a principal pedra no sapato da extrema-direita e de Jair Bolsonaro e está na defesa dos direitos e liberdades democráticas ao lado de outros partidos e movimentos. Apresentamos o mais representativo pedido de impeachment e estamos, desde o início de 2020, na luta pelas medidas de proteção ao povo na pandemia. Que venham mais 15 anos, estamos cada vez mais preparados!