26 setembro 2019

Não confundam meu aparente silêncio do momento como medo ou covardia. Não estou parado, tão pouco calado!

ANO 2014 - No dia 31 de Maio de 2014, quando estava cobrando sobre a questão da reforma de uma praça no Bairro da Prainha, no meio de várias pessoas fui covardemente agredido pelas costas pelo vereador Henrique Costa, e por seu irmão, André Costa, atualmente conselheiro tutelar. (contraste: um agressor atuando como conselheiro tutelar).

Ao chegar à delegacia, na mesma manhã, para prestar queixa sobre a agressão sofrida, fomos (minha esposa e eu) surpreendidos com a presença dos meus agressores que já estavam lá na delegacia prestando queixa contra mim, que fui o agredido. Inclusive, o delegado, recém chegado à cidade, já estava preparando sua equipe para sair em busca do agredido, como se o criminoso fosse aquele que foi humilhado publicamente. Ouvindo apenas um dos lados, e não aceitando a prestação de queixa de minha parte, o caso passou batido e foi rapidamente arquivado. 

ANO 2015 - No dia 17 de junho de 2015, fui informado por um contato meu, comerciante local, que alguns políticos da região estariam contratando duas pessoas para darem cabo à minha vida. Preocupado, aquele que me informou pediu-me cautela e todos os cuidados possíveis com medo de que algo pior viesse me acontecer.

No mesmo dia que o mesmo me contou sobre o que soube, naquela fatídica noite, dois homens, um deles armado com um porrete e o outro com uma arma de fogo, abordaram minha esposa e eu em frente de nossa residência. Morávamos àquele ano no Bairro do Rio Una, e me desferiram dois tiros. Um dos tiros pegou na minha perna esquerda, atingindo a veia femoral, quase me levando à morte. Houve até comemoração de um dos políticos, nas redes sociais.

Quase dois meses depois é que, finalmente, o mesmo delegado da questão anterior, pegou meu depoimento, abrindo um TCO. Ainda assim, o caso nunca foi pra frente. Pouco tempo depois o delegado conseguiu transferência desta para outra cidade e o caso, como anteriormente falei, foi arquivado.

Nenhuma investigação foi apresentada. E os criminosos intelectuais nunca sequer foram investigados, apesar de todos desconfiarem quem seriam os autores (mandantes) do crimes contra minha vida.

ANO 2019 - Nesta ultima terça-feira, dia 24 de setembro do presente ano, dois vereadores, sendo um deles autor de minha primeira agressão física no ano de 2014, agrediram-me dentro da Câmara de Vereadores, de maneira estupidamente covarde.

Assim como aconteceu em 2014, ao chegar na delegacia para prestar queixa na mesma noite da agressão, os agressores lá já estavam à espera de alguém para abrir contra o agredido um B.O. Cena repetida.

Como não havia nenhum agente no momento no plantão daquela noite, os mesmos foram para a delegacia de Tamandaré e lá abriram o tal B.O, conforme queriam fazer aqui, já que não conseguiram abrir aqui em Barreiros na mesma noite.

Como eu estava sem condições de ir à Tamandaré, eles foram rápido, e fizeram o que acharam que deviam fazer, prestar queixa contra o blogueiro que foi covardemente agredido por eles, dentro da Câmara Municipal.

Não satisfeitos, no dia seguinte, os vereadores que se encontravam no noite da sessão na Casa de Nilo Morais em Barreiros, foram á delegacia da cidade, tendo à frente um dos agressores, certamente à mando do outro, para abrir e formalizar um outro B.O contra o blogueiro que foi agredido dentro da Câmara.

Cientes, certamente, da impunidade de seus atos de outros tempos, estão arregimentando-se para de alguma forma pressionar de maneira a que a parte agredida recue e, supostamente, temerosa, desista de qualquer ação contra aqueles que de fato praticaram tal tais absurdos.

Aparentemente meu silêncio é sinal, para eles, de recuo. Ou de que desistirei de tomar qualquer atitude legal.

Não confundam meu aparente silêncio do momento como medo ou covardia. Não estou parado! Tão pouco me calarei.

Sei dos riscos, inclusive de vida que corro, bem como dos mesmos riscos à meus mais familiares mais próximos. Mas, é preciso que se faça justiça e que a mesma seja apresentada às claras, sem medo e verdadeira como deve ser.

Não é com meu suposto silêncio que devem-se preocupar e sim com o da Câmara de Vereadores e seus devidos agentes à frente da mesma.

Fachada da Câmara de Vereadores Casa de Nilo Morais, em Barreiros. Imagem tirada por Ed Soares na noite de 17 de Setembro, uma semana antes da sessão em que as agressões aconteceram. (Arquivo pessoal)