17 agosto 2017

A farra dos juízes continua com aumento de seus salários e o silêncio dos pernambucanos.

Antes de seguirmos com as linhas deste post observemos essa frase abaixo, retirada de uma canção do pop rock brasileiro.
"O preço que se paga as vezes é alto de mais" Engenheiros do Hawaii, trecho de uma de suas maravilhosas canções do rock sulista brasileiro.
Sabe aquele sentimento de que estamos de mãos atadas vendo o erro e a água correr à nossa frente? Pois é mesmo assim que estou me sentindo nestes últimos dias, seja como cidadão de uma pequena cidade do interior, seja como integrante de uma doutrina que nos pede concurso neste período de transição planetária que estamos passando, seja por inúmeros casos que me vejo pequeno observando o mau imperando e os bons calados, conformados, apesar de tudo.

"Abrimos" os jornais online e somos pegos com informações como esta, que estou reproduzindo abaixo.

Juízes de Pernambuco pedem auxílio-alimentação durante férias e conseguem R$ 7 milhões retroativos
A entidade que representa juízes e desembargadores no estado, a Associação dos Magistrados de Pernambuco (Amepe), entrou com um processo administrativo no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para que a classe recebesse auxílio-alimentação durante as férias. Mas não só isso. Pediu também que os valores fossem pagos de forma retroativa. Inicialmente o TJPE vetou o pedido. A Amepe entrou com recurso administrativo e finalmente, por maioria de votos, o recurso foi provido.
O assunto ganhou as redes sociais e gerou furor no meio jurídico. Na crise, um dos votos contrários à concessão do benefício de forma retroativa foi o atual presidente do Tribunal, o desembargador Leopoldo Raposo. Em seu voto, ele disse que o ato administrativo não poderia retroagir e ainda informou que o custo da medida seria de R$ 7 milhões.
Mas não teve jeito. O benefício foi sim provido – por um erro, a informação publicada na versão impressa da coluna foi de que o recurso não teria sido provido. Foi sim. A correção será publicada na coluna desta sexta (18), no JC.
Abaixo, segue nota da Amepe em que a entidade celebra a reversão no TJPE e comemora o benefício:

“A Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE) esclarece que fez o requerimento ao TJPE visando corrigir uma injustiça em relação a concessão do auxílio alimentação para os juízes de Pernambuco. Diferentemente dos promotores e de todos os juízes do País, os magistrados do Estado eram os únicos que não recebiam o auxilio alimentação nas férias. O Ministério Público e todos os Tribunais do País já reconheciam esse direito. Nesse sentido, a Associação requereu o pagamento ao TJPE, que inicialmente indeferiu o pedido. A entidade recorreu e finalmente foi feito justiça. A AMEPE entende que não há nenhuma ilegalidade, pelo contrário, foi reparada uma injustiça em relação a esse benefício, que, inclusive, é concedido a todos os trabalhadores que recebem vale ou auxílio alimentação”.

Reprodução acima é do JORNAL DO COMÉRCIO DE PERNAMBUCO.

Pelo que podemos ler acima, estamos sendo governados e ajuizados por aproveitadores do dinheiro publico e mais de 90% dos brasileiros, em especial o povo pernambucano, de braços cruzados enquanto nosso dinheiro suado é "investido" em facilidades para aqueles que sabem como se locupletar do erário público.

Cadê os paneleiros e os que se dizem "lutar pelo bem do povo"? Certamente todos estão calados, escondidos, com receio de aparecerem já que milhares até bem pouco tempo foram ás ruas pedir pela saída de uma presidente que "teria cometido o delito de uma pedalada fiscal". O mais interessante é que depois de sua saída, à pouco mais de um ano, os mesmos que a depuseram citaram em alto e bom tom que a mesma não devia nada e que tudo não passou de uma ação política.

Mas o que este ato acima, feito pelos magistrados do estado pernambucano tem à ver com o grande estado brasileiro? Poderá você argumentar. E eu te respondo perguntando: você acha que não?