18 novembro 2018

Bolsonaro não pode ser criticado depois de eleito? Seguidores caem com unhas e dentes contra quem lhe critica como se ainda estivessem em campanha eleitoral.

Todo mundo sabe que no Brasil as eleições acontecem à cada dois anos. Em dois anos temos as eleições municipais, com aquelas guerrinhas e até ameaças de morte (sofri muito isso) por parte dos eleitores fanáticos que defendem com unhas e dentes (e rabos) seus candidatos. Aqui na pequena cidade de Barreiros acontece muito isso. E, dois anos depois temos as eleições gerais, para presidente, governador, senador e deputados. E mais uma vez, é arregimentado aquele exercito de "guerreiros" que mesmo sem conhecer seus preferidos vão matar e morrer (infelizmente, as vezes literalmente) por pessoas que eles nem sonham em sentir o cheiro do peido deles, quando mais, conhecer, pessoalmente.

No entanto, depois das eleições a política, a cidade, as pessoas continuam à existir. Nada mais justo que aqueles que tiveram a vitória continuem à buscar melhorias, seguindo suas óticas pessoais e políticas cobrando (poucos os que fazem isso) àqueles que pelo seu voto foram eleitos. Igualmente, não se espera que a equipe perdedora fique calada, quietinha, como se fossem para os pastos, como animais domesticados. Muito pelo contrário. O bom senso diz que quem elege tem que cobrar mas o eleito é cobrado muito mais pelos que estão na outra ponta da linha, pelos que perderam. A realidade, triste, mostra que aqueles que ajudaram à eleger pouco ou nada cobram de seus eleitos, o que é triste e lamentável, apesar de notório.

E assim, em todo período de transição, quando um governo vai preparando a casa para um outro receber já se vê como os arrumadinhos do período de campanha são confirmados. E, obviamente, com a força dos blogs, sites, portais e todas as redes sociais as noticias sobre o que o futuro governo vai ou não fazer, estão sendo ali, apontadas, para todos conferirem. 

No entanto (por alguma razão esquisita) estamos vendo, principalmente agora com a real força das redes sociais que aqueles que saíram vitoriosos nessa eleição não desejam que se fale, se aponte ou se mostre os passos do atual presidente eleito, que assumirá à partir de primeiro de janeiro.

É como se, em mostrando as merdas ou melhor dizendo, os passos atualmente dados, fosse confirmado que a oposição estava certa e eles errados (o que de fato tem acontecido) e, depois que as bombas são jogadas online, eles, os defensores do que não tem mais defesa, ao invés de aceitarem que tem alguma coisa errada vão ás mesmas redes sociais criticar quem está lhes mostrando o erro. Cegos, e agindo como se fossem teleguiados (estão provando isso) com venda nos seus olhos, eles apelam para todo tipo de falácias, piadas e até agressões online, tirando sarro com quem está no outro lado do infeliz jogo político. E, sem argumentos, usam de comentários como o "chora não", ou o "aceita que dói menos" e outras frasezinhas que mostram suas capacidades (ou falta) de pouca à nenhuma argumentação.

Eles não aceitam que os acordos sejam apresentados e mostrados às claras para outros observarem, abrirem os olhos e até criticam, e logo usam de palavrões, piadinhas sem graça, etc... e esculhambam ainda aqueles que já se arrependeram do erro que fizeram na ultima eleição, quando estes já assumem que fizeram merda apostando num candidato de propostas vazias, como foi o que aconteceu no ultimo dia 28 de outubro.

Sim, é verdade, já tem muitos arrependidos. Mas, agora já é tarde não é verdade!? Não há como voltar atrás. E não adianta dizer que "se não agradar tirarão" por que isso não cola pra ninguém. Nem quem usa essa frase acredita nela. Não é fácil tirar um presidente eleito do poder. A não ser se o presidente eleito for do PT, ou qualquer um ligado à esquerda, ou ainda, um daqueles que desagradem a elite e o empresariado brasileiro. Fora isso, se o "cabra" estiver agindo de acordo com os interesses dos que bancaram suas campanhas, nada lhes acontecerá. Veja o caso de Michel Temer, que só sairá do poder no dia 31 de dezembro de 2018.

Em suma, por alguma triste e infeliz razão, aqueles ou aquelas que criticarem Jair Messias Bolsonaro por qualquer erro claro que ele esteja cometendo, como já está, serão massacrados por fanáticos religiosos e políticos que estão endeusando um cara com falas que lhes agrada, por serem essas mesmas falas imediatistas, ainda que sem noção.


Jair Bolsonaro já tem mostrado para todos, inclusive para quem votou e ainda aposta nele que não tem compromisso nenhum com aquela pátria da qual ele se diz patriota. E com mostras de ter comprado toda uma campanha, pouco está se importando com aqueles que acreditaram nele, nem mesmo quando o assunto estiver diretamente ligado á eles.

Em todo período de transição política, quando um governo prepara as pastas para entregar á outro já se tem uma noção do que está por vir nos próximos quatro anos. A gente já sabe. Já estamos vendo. Só não aceita quem não quer ou finge-se de cego intencionalmente.

A resistência estará alerta, propagando e divulgando tudo o que for preciso para que outras pessoas tenham noção do que está e estará acontecendo não apenas agora, nos meses de novembro e dezembro, como ainda, e principalmente, à partir do inicio do ano de 2019, com todas as revoluções que estão prestes à acontecer.

Muitos dos que se propuserem à mostrar o que acontece poderão sofrer consequências do fanatismo e da cegueira imbecil daqueles que não desejam abrir os olhos e não querem que outros abram sua visão à realidade. Esses, principalmente os blogueiros serão perseguidos, e quem sabe até punidos, por conta, repito, da imbecilidade de muitos, que apaixonados não aceitarão serem traídos por si mesmos.

É mais ou menos como aquelas conhecidas histórias dos maridos traídos que não aceitam encontrar na mulher amada uma traidora. Ou numa mulher cega de paixão que vê seu homem como a pessoa mais pura do mundo, culpando apenas as outras pessoas que se aproximam, não vendo que a brecha é dada por seu parceiro.

Depois de eleito, passando as eleições, será que o deputado, o senador, o governador ou o presidente não devem ser fiscalizados? Não poderão mais mostrar nada de seus novos passos? Tem que ser conivente para com os erros e quem mostrar qualquer coisa diferente merece levar pau, como querem que seja os seguidores do atual presidente eleito?

Não acredito sinceramente e nem espero que seja diferente. Antes, à bem da verdade, já me "précavejo" ciente de que haverão muitos cegos e apaixonados defendendo com unhas e dentes seu ou seus eleitos, que ao criticarem os passos desses serão criticados e vistos não como alertadores, mas como a escória, em atos concretos de fascismo, e neo-nazismo em nossos estado brasileiro á custa de bilhões de investidores estrangeiros, que lado à lado com um projeto de domínio pretendem por esses tempos, calar a boca daqueles que lutaram pela democracia, usando eles o mesmo poder democrático para destruir democraticamente o que durante anos foi lutado e construído em nosso país.

A lei da mordaça está voltando pouco à pouco com apoio daqueles que pensam estar falando abertamente sobre sus convicções político/partidárias em nossos estado maior, contra aqueles que, na resistência, insistem em provar que há sempre um outro lado de uma mesma moeda.