20 maio 2017

Paulo Câmara diz que vive de seu salário, em nota, mas não explica por que foi pedir dinheiro em nome de Eduardo Campos, à JBS.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, do PSB, depois de ter seu nome envolvido em mais uma vergonha, verdadeira ferida exposta nacionalmente, vem em nota dizer que não precisa de propinas (e por que foi pedir?), que vive de seu salário e que é um homem de classe média. Em outras palavras, um tanto melhor do que os demais. O que de certa forma não deixa de ser verdade. Com seu salário, se fosse apenas viver por ele, não precisaria de nenhum recurso à mais, nem de valores escusos, como estes que o tem deixado em evidência, envergonhando a nação pernambucana, deixando, mais uma vez, visto para todos, não apenas de nosso estado, como também a nação brasileira, como funciona o PSB, Partido Socialista Brasileiro.

Paulo Câmara, o "inocente" de classe média, apontado em esquema de propina em nome de Eduardo Campos.

Leia a íntegra da nota:

"Venho repudiar, veementemente, a exploração política do depoimento do delator Ricardo Saud, que, já antecipo, não corresponde à verdade. Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores. Tenho uma vida dedicada ao serviço público. Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário.

Como comprovará quem se der ao trabalho de ler o documento que sintetiza a delação, o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB Nacional "não houve negociação nem promessa de ato de ofício", o que significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios. Desta forma, é completamente descabido o uso de expressões como "propina" ou “pagamento”.

Reafirmo a Pernambuco e ao Brasil que todas as doações para a minha campanha foram feitas na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".

Paulo Câmara - Governador de Pernambuco.

Temos que ter em mente, antes de mais nada de que, segundo o delator, Paulo Câmara e Geraldo Julio, foram até a JBS pedir dinheiro, em nome de Eduardo Campos, ex-governador, morto em 2014, para ajudar em sua campanha eleitoral, daquele mesmo ano. Portanto, ele ainda não recebia o salário de governador do estado.

Temos ainda que lembrar que a reputação dele, antes de certamente entrar mais este dinheiro pra sua campanha, estava indo à bancarrota, e que quem estava disparado à frente, na pretensão, era o Senador Armando Monteiro do PTB.  Acreditam-se, que foram feitos altos investimentos para a campanha do PSB em 2014, usando a máquina pública e outros tantos investimentos oriundos de diversas fontes e mais esta quantia, ora mencionada, que tinha por meta usar o emocional, como o fizeram, em cima da morte de Eduardo Campos.

Tudo programado, e com mais este um milhão na conta, à base da morte de seu padrinho, as porteiras se abriram, já que pegando da JBS, investindo em possíveis compra de votos, tudo teria o fim desejado. Como pode-se concluir. Afinal, Paulo Câmara foi eleito sob a morte de Eduardo Campos.

Mas, vamos prestar um pouco mais de atenção em sua fala? 

"Venho repudiar, veementemente, a exploração política do depoimento do delator Ricardo Saud, que, já antecipo, não corresponde à verdade".

Será mesmo que a informação do delator Ricardo Saud não condiz à verdade? Então, o homem representando uma multi nacional arriscaria perder tudo, supostamente mentindo, para, conforme Paulo Câmara diz, explorar politicamente este ponto negativo contra o "pobre homem de classe média?" Seria, neste caso, uma "arenga" de dois meninos brigões? Uma questão pessoal de Saud contra Câmara?

"Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores".
O pernambucano de sã consciência, espera que as explicações venham à tona, da mesma forma e com a mesma tenacidade que o escândalo. Desde que não haja mais nenhum morto, como o caso do Paulo Cesar, de tamandaré, que foi "suicidado".

"Tenho uma vida dedicada ao serviço público. Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário".

Não me estranha que alguns, quando estão com a corda no pescoço usem destes ardir para engabelar quem esteja na balança da dúvida. No entanto, esta não é a primeira vez que o governador aparece em delações de recebimentos de propinas, sempre levados à suposto esquema de boato por ele.
"Como comprovará quem se der ao trabalho de ler o documento que sintetiza a delação, o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB Nacional "não houve negociação nem promessa de ato de ofício", o que significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios. Desta forma, é completamente descabido o uso de expressões como "propina" ou “pagamento”.

Ou seja,, não havendo documento que comprove, exceto os áudios do delator em questão, corre-se o sério risco de ficar o dito por não dito, e de culpado, o governador possa ser, de uma hora para outra, inocentado? Mas, e se tudo for verdade do delator e mentira do governador?

Reafirmo a Pernambuco e ao Brasil que todas as doações para a minha campanha foram feitas na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".

Todos os que são citados por receberem doações ou propinas das grandes empresas envolvidas em esquemas de corrupção, que caíram na malha da lava jato dizem as mesmas coisas. Dá pra confiar?