14 setembro 2016

Com a saída estratégica de João Baleia, o atual grupo de Elimário tenta criar fôlego para a campanha. Descrença interna começa à aparecer.


Depois das ultimas revoluções do dia 12 de setembro em que o líder do PDT, cuja sigla é 12, (coincidência ou não o 12 entregou os pontos no dia 12) ciente de que poderia ter sua candidatura impugnada a qualquer momento tendo decidido estrategicamente retirar seu nome do páreo para colocar como candidato á Prefeito o vereador Elimário e seu filho, Thomaz, muita gente passou à debandar do grupo tendo à partir de então a certeza de que foram enganados por João Baleia que alegava à todo instante que o candidato seria ele. 

Mesmo com a tentativa de inchar a militância nas ruas no dia seguinte após a saída de João, passando para Elimário, a descrença continua, o que para o movimento do 12, começa à ser preocupante.

Candidatos à vereadores que eram fechados com João Baleia, por acreditar nele, atualmente estão dizendo que "dessa forma é melhor nem pedir mais votos para o 12", conforme confidenciou via Whatsapp uma das candidatas que foi inserida à concorrente de vereadora e que só ficou sabendo depois, quando a documentação chegou. "eu nem sabia que tava candidata à alguma coisa. Pediram pra eu assinar uns documentos para ser filiada à um dos partidos, e depois quando dei fé, fui dormir uma eleitora e acordei candidata" disse A.A. Silva.

Alguns poucos, nas redes sociais ainda tentam de alguma forma levantar o candidato financiado por João Baleia, sem obterem muito sucesso.

Elimario Farias é reconhecido como um dos vereadores de menor prestação de trabalho na casa legislativa e durante o período de pré-campanha, até o inicio deste ano, não se sabia que ele seria candidato pelo lado do PSB, pelas conversas que o mesmo mantinha com a atual gestão municipal ou se pelo grupo de Toinho da Coca-cola, que por razões de saúde, teve que se afastar da corrida eleitoral. O fato é que, em dado momento, o vereador foi "fisgado" por João Baleia, saindo do PPL, partido que o elegeu em 2012, passando para o PDT, graças à forma amigavelmente monetária de João, seu ex-patrão no extinto Supermercado Econômico.

Um dos apoiadores de Elimário diz que ele teria o apoio das Igrejas Evangélicas em Barreiros à sua candidatura financiada por João. Alguns líderes religiosos, porém, dizem que não e que pretendem, neste momento, ficarem neutros, já que pelo andar da carruagem, a desconfiança nesta atual chapa eleitoral está crescente e não pretendem arriscar seus posicionamentos religiosos.

Existe ainda uma conversa, já nas redes sociais de que, se porventura, Elimário conseguisse ser eleito, assim que assumisse o mesmo teria que renunciar ao cargo, para que, imediatamente, o filho de João Baleia, o Thomaz, assuma. Outros ainda dizem que o "acordo" é que se ele chegar, seria um governo fatiado. Dois anos nas mãos de um e dois anos nas mãos de outro.

Ou seja, ante tantas desconfianças e incertezas o fato é que o jogo politico de João Baleia tende à desacreditar todos os que compõem o pequeno grupo do PDT em Barreiros.

"Hoje eu tô indo pras ruas, e minhas amigas por conta do dinheiro, mas não confiamos mais. Eles podem derramar dinheiro à fole, que nós não votamos mais". Disse Maria Cleide, uma das militantes do PDT em Barreiros que era entusiasta de João Baleia que completa dizendo que "perderam a fé", mas não informa qual dos outros candidatos poderá votar.