01 novembro 2018

Bolsonaro é mito ou mitomaníaco?


Desde algum tempo eu estava tentando entender e encontrar uma justificativa para as tantas mentiras citadas pelo agora presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro. Também queria achar uma razão séria do porque de o chamá-lo mito. E, nada é por acaso, queria encontrar uma ligação que coubesse perfeitamente entre as palavras Mito e Mentira. Pasmem, rodando pelas redes sociais em em busca na internet encontre esse texto que é de 2016, que trago abaixo para análise dos amigos e amigas que tem me acompanhado há muito tempo.

Mas, antes, vamos definir aqui o que é MITO e vê se Bolsonaro se encaixa nessa característica ou se não.

Significado de Mito

Mito são narrativas utilizadas pelos povos gregos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Todos estes componentes são misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que realmente existiram.

Um dos objetivos do mito era transmitir conhecimento e explicar fatos que a ciência ainda não havia explicado, através de rituais em cerimônias, danças, sacrifícios e orações. Um mito também pode ter a função de manifestar alguma coisa de forma forte ou de explicar os temas desconhecidos e tornar o mundo conhecido ao Homem.

Mito nem sempre é utilizado na simbologia correta, porque também é usado em referência as crenças comuns que não tem fundamento objetivo ou científico. Porem, acontecimentos históricos podem se transformar em mitos, se tiver uma simbologia muito importante para uma determinada cultura. Os mitos têm caráter simbólico ou explicativo, são relacionados com alguma data ou uma religião, procuram explicar a origem do homem por meio de personagens sobrenaturais, explicando a realidade através de suas historias sagradas. Um mito não é um conto de fadas ou uma lenda.

A mitologia é o estudo do mito, das suas origens e significados. Alguns dos mitos mais conhecidos fazem parte da mitologia grega, que exprime a maneira de pensar, conhecer e falar da cultura grega. Fazem parte da mitologia grega os deuses do Olimpo, os Titãs, e outras figuras mitológicas como minotauros e centauros.

Um mito é diferente de lenda, porque uma lenda pode ser uma pessoa real que concretizou feitos fantásticos, como Pelé, Frank Sinatra, etc. Um mito é um personagem criado, como Zeus, Hércules, Hidra de Lerna, Fênix, etc. 

Mito da Caverna

O mito da caverna possui vários outros nomes, como "alegoria da caverna", "prisioneiros da caverna" ou "parábola da caverna". Essa alegoria faz parte da obra "A República", da autoria do filósofo grego Platão.

Nesta narração, Platão nos convida a imaginar uma caverna onde dentro existem humanos que nasceram e cresceram dentro dessa mesma caverna. Eles nunca saíram, porque se encontram presos no seu interior. Os habitantes da caverna estão de costas voltadas para a sua entrada. Fora da caverna, existe um muro alto que separa o mundo exterior da caverna. Os homens existentes no mundo exterior mantêm uma fogueira acesa, e os ruídos que fazem podem ser ouvidos dentro da caverna. De igual forma, as suas sombras são refletidas na parede no fundo da caverna, e os seres humanos acorrentados, vêm as sombras e pensam que elas são a realidade.

Em seguida, Platão pede que imaginemos que um dos seres humanos acorrentados consegue fugir da caverna, subir o alto muro e passar para o outro lado, descobrindo que as sombras que antes via, vinham de homens como ele. Além disso, descobriu também a natureza que existia do outro lado do muro. Platão discursa então sobre o que esse homem fará com essa nova realidade e o que poderá acontecer se ele resolver voltar para a caverna, contando aos outros que a vida que estão vivendo é na realidade um engano. Poderá acontecer que os outros homens o ignorem completamente, ou no pior dos casos, que o matem, por considerarem que ele é um louco ou mentiroso.

Através desta alegoria, Platão nos remete para a situação que muitos seres humanos vivem, num mundo de ilusão, e presos por crenças errôneas, preconceitos, ideias falsas, e por isso vivem em um mundo com poucas possibilidades, assim como os homens na caverna.

Platão usou essa narrativa para explicar como o ser humano pode obter libertação da escuridão com a ajuda da luz da verdade, falando também da teoria do conhecimento, do conceito de linguagem e educação como alicerces de um Estado Ideal. Contudo, é importante perceber que indíviduos que procuram espalhar a luz e a verdade - como o homem que regressara à caverna - são muitas vezes mortos. Esse foi o caso de Sócrates, que foi condenado à morte, depois de ter sido acusado de corromper a mente dos jovens.

Mito de Narciso

Na mitologia grega, um dos mais famosos mitos é o de Narciso, um jovem tão bonito que despertou o amor de Eco, uma bela ninfa. Narciso rejeitou esse amor, fazendo que a ninfa ficasse destruída com a rejeição. Como castigo, a deusa Nêmesis fez com que ele se apaixonasse pelo próprio reflexo no rio, de tal forma que Narciso morreu afogado. (texto extraído do site significados)
O texto acima tratou exclusivamente sobre o que vem á ser ou o que é de verdade a palavra mito com seu significado real. Trouxe-o antes para que se possa entender uma coisa da outra e o por que dessa publicação de hoje.

Mas, e quanto à mitomania? O que é e qual o tipo de pessoa pode ser inserida nessa característica e por quê?

Mitomania: saiba o que é a doença da mentira patológica


O que é mitomania?
Quem nunca contou uma mentirinha que atire a primeira pedra. Seja aquele elogio não tão sincero, ou esquecer a data do aniversário de casamento e dizer que, na verdade, não tinha esquecido, mas estava preparando uma surpresa. Mentir uma vez ou outra faz parte do comportamento humano, é normal e todos nós fazemos, em maior ou menor grau. O problema surge quando a pessoa mente com frequência e entra num ciclo em que as falsas histórias acabam se tornando um estilo de vida. Mentir compulsivamente é uma doença conhecida como mitomania.

A mitomania, também conhecida como mentira patológica e pseudologia fantástica, é a tendência duradoura e incontrolável para a mentira”, explica o psiquiatra e Coordenador da Equipe de Transtornos Psicóticos do AME Psiquiatria, Deyvis Rocha. O mitômano é aquela pessoa que mente compulsivamente, sejam pequenas mentiras “inofensivas” até histórias mirabolantes extremamente detalhadas.

De acordo com o especialista, a mitomania também é um sintoma associado ao transtorno factício, quando o paciente produz intencionalmente sintomas físicos ou mentais de alguma doença. “Esses casos vão desde pessoas que fingem ter um surto psicótico ou sofrer de amnésia, até indivíduos que simulam vários sintomas e sinais de doenças físicas, fabricam resultados de exames, falsificam prontuários médicos para indicar uma anormalidade inexistente”.

O psiquiatra explica que algumas características chamam a atenção na mitomania:
  1. As histórias contadas não são inteiramente improváveis e contêm referências à realidade.
  2. As aventuras imaginárias se manifestam em várias circunstâncias e de uma maneira crônica.
  3. O tema das aventuras é variado, mas o mentiroso acaba sempre se pintando como herói.
  4. As histórias não são usadas para obter vantagem ou recompensa.

Um protótipo de mitômano é o Pantaleão, personagem de Chico Anysio, que ao final de cada história mirabolante, perguntava “é mentira, Terta?””, lembra Deyvis Rocha.

A ciência ainda não sabe o que leva alguém a se tornar um mentiroso patológico, mas sabe-se que mentir frequentemente está relacionado a alguns transtornos de personalidade, como o antissocial e o borderline. A pessoa mente compulsivamente, mas tem plena consciência de que o que diz é mentira.

Do contrário, teríamos de considerar que a pessoa estaria fazendo um relato não mentiroso, mas sim delirante”, destaca o psiquiatra.

Diagnóstico e tratamento

Com relação à mitomania, pode ser difícil diferenciar o normal do patológico e fazer o diagnóstico. “Se a pessoa mente com muita freqüência e continua a fazê-lo mesmo quando suas mentiras já estão reveladas, e se ela enfrenta dificuldades recorrentes com outras pessoas e ou com as autoridades por mentir tanto, isso é sinal de uma doença e aí o diagnóstico pode ser feito”, explica Rocha. O teor das mentiras também pode ajudar a diagnosticar um mitômano, já que costumam ser muito fantasiosas e extremas.
O psiquiatra lembra que o mentiroso compulsivo não mente para obter algum tipo de vantagem, como uma posição social melhor ou a ausência a algum compromisso, a pessoa mente simplesmente porque não consegue parar, não consegue controlar.
O tratamento pode ser bastante complicado, principalmente porque muitos mentirosos compulsivos não se tornam pacientes. O mentiroso patológico nunca acha que está doente e, em geral, o tratamento vai acontecer quando ele cruzar com um psiquiatra, por exemplo, quando tiver problemas com a Justiça devido às suas mentiras. Também é difícil falar em cura porque mentirosos patológicos não costumam procurar ajuda por conta própria, já que não acham que estão fazendo mal a ninguém.
O grande problema é que a mitomania não vai afetar somente o paciente. As consequências se estendem para relacionamentos familiares, amorosos e de amizade. Perde-se a confiança e o mitômano acaba até mesmo por ser afastado de todo o seu círculo social.

Como identificar um mentiroso patológico?

É preciso ficar atento, pois mentir muito pode sim ser sinal de mitomania. Segundo o especialista, todos somos mentirosos e até mesmo a natureza mente, uma característica importante para a preservação da espécie. “A camuflagem do camaleão não é um tipo de mentira, de engano? O vírus HIV é um exímio enganador, pois tem a capacidade de realizar mutações que enganam o nosso sistema de defesa e as medicações”, afirma o psiquiatra. Mas, como dito anteriormente, o problema aparece quando a mentira é desproporcional e frequente da vida da pessoa.
Muito se fala sobre como os sociopatas mentem inescrupulosamente, mas há diferenças entre eles e os mitômanos. “O sociopata pode mentir bastante e entende-se que ele vai fazê-lo sempre que precisar para alcançar o seu objetivo, já o mentiroso compulsivo mente por fatores psicológicos, por uma necessidade incontrolável e irrefreável de mentir, sem que haja um propósito nisso”, explica o especialista. (Texto extraido do Portal da Associação Paulista para Medicina, publicado no ano de 2016

Bolsonaro, atual presidente eleito, é um dos homens que tem mentido descaradamente, usando suas redes sociais. Isso quando não tem falado bobagens e depois vem à público dizer que não falou o que falou.

Tão acostumado à mentiras, ele nem sequer muda quando abre sua boca em alguma falas online ou fora das redes sociais.

Uma das questões maiores é, segundo denuncia, ter contratado uma equipe para atuar usando de mentiras, ou melhor dizendo, conforme a moda, Fake News, usando disparo de mensagens via aplicativo nas redes sociais, crime por sinal ainda não resolvido pelo acovardado TSE e Ministério Público Federal, que sem pulso, não resolveu a situação quando devia, protelando o problema, e ainda tomaram a posição de entrar com uma ação de suspeita contra o candidato adversário por crime que ele e sua equipe denunciou.


Bolsonaro é acostumado à mentir desde quando o mesmo pretendia fazer um atentado contra o exército brasileiro, segundo denúncia da VEJA. Depois que o seu caso veio à tona, o que lhe pegou muito mal por sinal, ele teria sido aconselhando por seus superiores a  sustentar a mentira de que "não falou nada daquilo que fora denunciado na revista".

De lá pra cá, é uma mentira por trás da outra. Razão por que, nas eleições de 2018 podemos citar como a campanha Fake News, tendo como linha de frente principal o capitão da reserva, Jair Messias Bolsonaro.

Mas, claro, há que se admitir que toda mentira contada por um mentiroso, há no outro lado da mentira, quem acredite. A prova disso é sua eleição, ganha, em grande parte por conta das mentiras contadas com exclusividade por Bolsonaro e toda sua eficiente equipe de outros tantos mentirosos.


As mentiras espalhadas via Whatsapp e demais redes sociais foi cem por cento aceita por quem, em grande maioria, adora mentiras, não aceitando a verdade e nem analisando o outro lado daquela "informação" compartilhada.

Tá explicado então por que Bolsonaro é o mito com cem por cento de característica da velha e conhecida mitomania que é a capacidade de mentir compulsivamente.