01 novembro 2017

Quais são os nomes dos pré-candidatos que os pernambucanos optarão pela alternância de poder para governo do estado em 2018?

Fala-se, nas redes sociais em alternância de poder. Ou seja, é preciso que sejam mudados certos cargos com pessoas novas para que novas ideias surjam e possivelmente algumas melhorias aconteçam. Certamente, nada fora do comum, afinal, quando um time não tá ganhando a troca é inevitável.

Palácio do Campo das Princesas,
sede estadual do Governo do Estado de Pernambuco

No estado de Pernambuco o PSB, do falecido Eduardo Campos, ex-governador que tentou a presidência em 2014, vindo à falecer naquele ano vitimando ainda outros tripulantes em acidente aéreo até hoje não solucionado cem por cento, dá mostras da necessidade da troca de lideranças à frente do estado.

A péssima escolha do pernambucano, por emoção, trouxe igualmente péssimos resultados politico/administrativo desde o primeiro ano em que Paulo Câmara, cria de Eduardo Campos, assumiu o poder, graças a morte do neto de Miguel Arraes.

Nosso estado nunca esteve tão abandonado e sem rédeas desde que Paulo Câmara assumiu o poder.

Até os dias de hoje não se sabe o que se passou na cabeça de Eduardo Campos saindo candidato, imaturamente, ao cargo de presidente da nação brasileira. Certamente seus olhos ambiciosos queriam mais do que Pernambuco poderia oferecer. O resultado foi a morte ceifada em acidente aéreo.

Atualmente no cenário pernambucano as "lideranças políticas" estão movendo as suas bases com o fim de apresentar os concorrentes ao cargo de governador do estado, para ocupar o lugar, atualmente nas mãos de Paulo Câmara (PSB). Dos nomes apresentados poucos são os que mecerem algum destaque. Três nomes, entretanto, aparecem no "mercado político estadual".

MENDONÇA FILHO (DEM) - O  Partido Democrata quer trazer o atual Ministro de Educação, base aliada do Presidente Temer, Mendoncinha, que já tem o histórico de poucas conquistas no estado. 

Mendonça Filho (DEM)

Filho do ex-deputado federal José Mendonça Bezerra, Mendonça Filho começou sua carreira política em 1986, quando foi eleito deputado estadual, cargo pelo qual foi reeleito em 1990. Neste ano, licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria de Agricultura, no governo Joaquim Francisco (1991-1995). 

Em 1994, Mendonça Filho se tornou deputado federal. Nas eleições seguintes, disputou como vice-governador na chapa de Jarbas Vasconcelos (1999-2006), saindo-se vencedor por duas vezes. No ano de 2006, por nove meses, assumiu o governo quando Jarbas foi concorrer ao Senado Federal. Tentou se reeleger, mas foi derrotado por Eduardo Campos (PSB).

Candidatou-se a prefeito do Recife em 2008, mas perdeu as eleições no segundo turno para João da Costa (PT). Dois anos depois, foi eleito deputado federal novamente. Atualmente é Ministro de Educação, convidado por Michel Temer para assumir a cadeira quando o PMdbista conseguiu aplicar o tão afamado golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Armando Monteiro (PTB)

ARMANDO MONTEIRO NETO (PTB)O Senador Armando Monteiro Neto foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), eleito por quatro mandatos consecutivos, e exerceu por oito anos a presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foi eleito para o primeiro mandato como deputado federal em 1998 e reeleito para as legislaturas de 2002 e 2006. Em 2010 foi eleito senador por Pernambuco pelo PTB, sendo o mais votado no Estado. Armando Monteiro foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior entre janeiro de 2015 e maio de 2016. Em fevereiro de 2017, assumiu a liderança do PTB no Senado Federal.

No ano de 2014, lançou-se candidato pelo PTB ao cargo de governador, perdendo para Paulo Câmara que usou a comoção da morte de Eduardo Campos nas eleições daquele ano.

MARILIA ARRAES (PT) - A Neta de Miguel Arraes (fundador do PSB em Pernambuco) é atual vereadora em Recife, prima de Eduardo Campos. Desde muito jovem foi filiada ao PSB. Foi assessora na Secretaria de Juventude e Emprego do Estado de Pernambuco, em 2007, onde trabalhou a geração de emprego e renda para mulheres. Em 2008, deixou a Secretaria e candidatou-se nas eleições municipais daquele ano. Foi eleita vereadora do Recife com 9.533 votos e tornou-se a vencedora mais jovem, com vinte e quatro anos de idade. No primeiro biênio, Marília desempenhou o papel de vice-líder da bancada de governo.
Marilia Arraes (PT)

O seu primeiro mandato foi direcionado às políticas de Juventude, conquistando dentro da Câmara de Vereadores, a Presidência da Comissão de Políticas Públicas de Juventude. É de sua autoria a 4ª Edição do Parlamento Jovem do Recife. Ao final de 2009, começou a integrar a Frente Parlamentar do Recife de Combate ao Crack. Além disso, dedicou-se à luta pela Memória e Verdade, trazendo várias homenagens e acontecimentos referentes à Ditadura Militar, presos políticos e exilados.
No início de 2011, Marília Arraes assumiu a Presidência da Comissão de Legislação e Justiça. Pela primeira vez, uma mulher assumiu o comando desta Comissão, considerada a mais importante da Casa Legislativa, já que avalia a constitucionalidade e legalidade de todos os projetos que são apresentados na Cidade.
Em 2012, reelegeu-se vereadora com 8.482 votos. Entretanto, logo após as eleições, foi convidada pelo prefeito do Recife Geraldo Júlio para assumir a Secretaria de Juventude e Qualificação Profissional. Após tomar posse do cargo de vereadora, licenciou-se para efetivar-se em tal função no Poder Executivo.
Em 2014, volta à Câmara dos Vereadores, para disputar eleição à Câmara Federal, mas por não concordar com os rumos que o PSB está tomando com relação ao pleito, terminou renunciando à candidatura. Marília disse, na ocasião, que não seria possível fazer campanha e, posteriormente, assumir um possível mandato defendendo o que não acredita.
Desde então, tem sido uma das mais fortes vozes da oposição na Casa de José Mariano (Câmara Municipal do Recife), fazendo denúncias contundentes e críticas à diretriz de governo do PSB que, ao contrário do que pregavam os programas de governo, deram uma grande guinada à direita.
Em 2016, ela se desfiliou do PSB para filiar-se ao PT.
O quadro que estamos vendo em nosso estado tende à dar continuidade, de uma forma ou de outra àqueles que estão direta ou indiretamente ligados à manutenção de oligarquias políticas em Pernambuco.
Nada novo sob o solo pernambucano, e por mais que venha com novos rótulos, não se pode ainda vê pelos próximos tempos, alternância de poder com novas propostas de fato.

Há de se acreditar que Paulo Câmara e toda sua equipe do PSB tentará ofensiva para se perpetuar no poder, em busca da reeleição, algo que já soa entre os pernambucanos como um projeto sem vida.