28 setembro 2018

Para impedir entrevistas de Lula, procuradores da Lava Jato se colocam acima do STF

Os procuradores da Lava Jato mais uma vez buscam subverter as competências naturais dos tribunais superiores – a fim de manter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como seu prisioneiro particular, condenado em um processo sem provas. Deltan Dallagnol e outros 11 procuradores do Ministério Público Federal enviaram requerimento a Sérgio Moro, juiz de primeira instância, para que todos os pedidos de entrevista a Lula sejam reunidos em apenas uma coletiva de imprensa.

Tal solicitação ocorre imediatamente após duas decisões distintas do Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (28/09),  permitindo que a Folha de S. Paulo grave entrevista exclusiva com Lula e, em outra decisão, permitindo que o jornalista Florestan Fernandes Júnior também entreviste Lula.
Ou seja, no momento em que a  instância final da Justiça definiu o direito da imprensa de entrevistar Lula, os procuradores tentam se colocar não só como juízes, mas inclusive acima do STF. Em lugar de respeitar a decisão, tentam trazê-la para a guarda de um juiz cujas decisões são notoriamente contrárias ao ex-presidente.
A tentativa dos procuradores é de atropelar as decisões do STF e diminuir os espaços de fala de Lula, por medo da força de sua voz.  Os procuradores do Ministério Público Federal, com explícita inspiração política, tentam se contrapor a decisões do STF, corte máxima do país, por meio de artimanhas. Acham que podem usurpar a competência natural de Lewandowski por meio de manobras políticas semelhantes àquelas utilizadas em 8 de julho por juízes e desembargadores para impedir  ilegalmente a concessão de Habeas Corpus a Lula.
A diferença, desta vez, é que se trata de decisão de ministro do Supremo Tribunal Federal. A decisão sobre as entrevistas de Lula cabe a Ricardo Lewandowski, e ele já se pronunciou sobre o assunto.

Com informações do portal de Lula.