02 maio 2018

Professores e responsáveis por Escola Municipal Armando Costa Brito, de Ipojuca, dizem que pancadarias contra aluno não teria passado de brincadeira.

Depois da repercussão causada à partir dos vídeos que foram divulgados nas redes sociais em que diversos alunos agrediam covardemente um aluno dentro de sala de aula, mesmo com uma professora presente, os responsáveis pela escola municipal de Ipojuca gravaram um outro vídeo em que, com conselheiros tutelar, guarda municipal e parte da direção no local tentavam explicar que as pancadarias eram apenas "brincadeiras" por parte dos estudantes.

Confira aqui - 
Em Ipojuca aluno é agredido com chutes e socos dentro de sala de aula por outros alunos na presença da professora em escola municipal



Ainda tentaram passar a ideia de que a professora não estava usando o aplicativo Whatsapp, conforme fala de um dos alunos que estava gravando.



Ou seja, tudo o que foi mostrado em vídeo, a escola agora diz que não passou de uma suposta brincadeira, um ato normal.

Mas, então, isso quer dizer que tais atos contra estudantes, nesta escola, são rotineiros e que a mesma faz parte do sistema educacional daquela escola municipal da cidade de Ipojuca?

Neste segundo vídeo, compartilhado, já consta mais de 50 mil visualizações nas redes sociais, seguidos de diversos comentários, na maioria, de descrédito a
 escola, ao que tudo indica tem uma deficiência que precisa ser corrigida, já que passou a ideia de estarem acobertando atos covardes, como estes que vocês podem conferir em vídeo publicados e espalhados na internet.

Há de se questionar a forma de educação por parte deste instituto escolar, bem como de seus gestores, professores, etc... Que tipo de cidadãos estão formando, uma vez que estão acobertando atos covardes como os que vimos gravados na semana passada?

Como acreditar que ato de bullying como este, de pancadarias, de agressões físicas sejam pautados como atos normais, uma simples brincadeira?

No mesmo vídeo que pode ser conferido abaixo, a Professora, acusada de estar usando o aplicativo Whatsapp, chora, "abraçada" pelos alunos agressores.

O Conselho Tutelar estava presente, bem como a Guarda Municipal, e pelo que nos consta em vídeo um pai de um dos estudantes que também agrediu o aluno, é quem faz a citação de que era tudo uma brincadeira. O que configura ser bastante conveniente por parte do pai, acobertar atos de agressão de seu filho.

Em momento algum no vídeo os pais ou responsáveis pelo menino que foi agredido pelos outros, aparece para dar seu depoimento sobre o caso que os mesmos alunos fizeram, gravaram e publicaram na internet.

O mesmo pai que estava gravando este segundo vídeo impõe a seguinte questão: "está arrependido?", para um deles que diz que está por que ele agrediu o menino. Veja que a tal brincadeira não era brincadeira, e sim, agressão, de fato, conforme registrado e confirmado por um deles, neste segundo vídeo. Há por parte do pai que grava este segundo vídeo uma coação que é respondida prontamente pelos meninos, agressores, coagidos. Assim como consta aqui, um acobertamento das agressões geradas em salas de aula nesta escola municipal, em questão.

Aonde se encontram os pais do aluno agredido? Os mesmos se pronunciaram? Qual a opinião deles, dessa agressão que agora dizem ser brincadeira?

Publicado por Marinho Wilson em Segunda, 30 de abril de 2018