11 novembro 2018

Bandido bom é bandido... premiado por Bolsonaro


A frase principal de Jair Messias Bolsonaro sempre foi a de que "bandido bom é bandido morto". Claro que suas referências são contra bandidos que não estejam ligados à ele, ou que já estão afastados dele, se é que podemos pensar assim. Muita gente desavisada (não estou generalizando, haja vista que muitas pessoas são sacanas mesmo, mas uma pequena parcela é ignorante) acreditaram nessa mentira pregada pelo Messias da política.

E, assim, com essa fala agressiva contra outros, durante a campanha eleitoral soubemos pela boca de Bolsonaro que Dom Evaristo era um vagabundo, graças às falas dele contra o religioso por que este não concordava, quando vivo, com sus falas e seus posicionamentos. E, olha que ele, o Jair Messias, se dizia católico ou cristão. Pastor protestante ou qualquer pessoa comum no cenário nacional que não apoiasse ou não o apoiou para o cargo hoje alcançado (fruto de mentiras e ódios pregados por ele) ou eram tratados como bandidos, ou como vagabundos, ou pilantras, etc, etc, etc...

Mentindo, como lhe é de costume, por isso ele é colocado com qualidade na condição de um verdadeiro mitomaníaco, que é a pessoa que mente muito, ele dizia que lutava contra a corrupção, contra os corruptos, e por aí vai.

No entanto, já desde o período de pré-campanha que já se via que suas falas eram apenas direcionadas à políticos ligados à esquerda, principais adversários dele e demais outros que sempre atuaram contra o país em diversos planos e propostas que beneficiam o empresariado em detrimento do povo trabalhador brasileiro.

Bolsonaro nunca usou de suas pregações para proferir qualquer palavra contra Aécio Neves, contra Michel Temer, contra Onyx Lorenzoni, contra Paulo Maluf e demais outros nomes que estão sujos até o pescoço com a corrupção instalada e fortemente divulgada em nosso país.

E para mostrar que todo corrupto tem um corrupto de estimação, como venho falando nas redes sociais que participo, podemos colocar alguns nomes na lista, sem precisar fazer um pente fino para mostrar mais corruptos "abraçados" à Bolsonaro.

O Vice-presidente Coronel Mourão é acusado de ter desviados milhões de reais em um projeto para o exercito brasileiro, que sequer teve serventia para o país. No entanto, hoje, podemos dizer que ele recebeu como premiação por atos corruptos o cargo de vice. Ele além de ter patente superior à Bolsonaro, é seu amigo, portanto, é válida sua premiação, mesmo que possa ser chamado de bandido. 

Mas, bandido bom  é bandido morto apenas os que não são amigos do atual presidente eleito. Mesmo que esses não sejam de fato bandidos. Porém se alguém disser que é bandido, Bolsonaro assina embaixo e diz que é e pronto. Falou tá falando.

Paulo Maluf é outro corrupto, portanto bandido, que há anos tem andado lado à lado com Jair Messias Bolsonaro. Bandido comprovado. Está preso por corrupção e lavagem de dinheiro. 

Bolsonaro, conforme já tratei em outra publicação, aprendeu muito com seu mestre e professor, além de padrinho político. Você que foi eleitor de Bolsonaro nunca viu e nem vai ver ele falar qualquer coisa contra Maluf. Talvez até, em algum momento ele se pronunciará dizendo que todas as acusações que pesam contra seu mestre são frutos de mentiras contra ele, ou Fake News, como tá na moda se falar.

Onyx Lorenzoni passou meses e meses dizendo que não era corrupto e que nunca tinha aceitado caixa dois e nem propina da JBS. No entanto, depois que todas as provas foram apresentadas, não tendo mais para onde fugir, ele admitiu publica e judiciosamente que é corrupto e que tinha aceitado propina e feito lavagem de dinheiro. Jair Messias Bolsonaro, por ver nele um inimigo ferrenho do PT, congratulou-o com um cargo de ministro. Ora, é mais um bandido que Bolsonaro não quer morto, e sim, ministro.

Mas, para não me alongar mais nessa publicação, vamos falar do mestre dos mestres. O principal corrupto que nossa história já teve o desprazer de conhecer, que, junto com Bolsonaro e mais outros deputados como Eduardo Cunha, amigo de Jair Messias, instauram um processo de impeachment contra Dilma Rousseff, tirando-a do poder. 

Processo este que depois que ela foi tirada do cargo, foi visto por eles mesmos, os deputados e senadores, que ela não tinha culpa alguma e que só tinham o intuito de tirá-la da presidência, que passou à ser ocupada por Michel Temer, que era seu vice, mas que traiu a chapa em função de grandes acordos, conforme é publico e notório nos quatro cantos do Brasil.

Embora o amigo de Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Cunha, esteja preso, o mesmo está bem vivo e só não participa de nenhum cargo à partir de 2019 por que está encarcerado. Mas, se vier à se soltar, fiquem certos de que conseguirá um carguinho no governo do Messias.

Michel Temer foi livrado de ser julgado em dois processos de corrupção comprovados. Os deputados e senadores livraram a cara do atual Presidente. O mesmo está preparando as pastas e a cadeira do governo, em processo chamado de transição, para entregar á Jair Messias Bolsonaro. E como premio, por todos os serviços prestados por tirar o PT do caminho, poderá receber um cargo importante, o de embaixador do Brasil, conquistando assim, imunidade e foro privilegiado de maneira á não ser julgado por seus crimes.

A lista dos corruptos e da corrupção ligando Bolsonaro é imensa e passaríamos horas e horas falando aqui.

Você que votou em Bolsonaro para ser o presidente do Brasil entre os anos de 2019 à 2022, agora tá vendo claramente que a luta dele nunca foi contra a corrupção e nem contra corruptos e sim, para tirar do caminho um partido, apenas o partido, e chegar junto com seus corruptos de estimação ao poder.