Abuso de poder com festa livre na cidade?

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Vereador Henrique
Não sei qual a mentalidade que nossos atuais representantes no poder, Legislativo e/ou executivo, têm e o que eles pensam sobre abuso de poder. Assim como também não sei o que estes mesmos representantes pensam das autoridades constituídas. Será que eles tem respeito pelo ministério público? Sinceramente, não sei e é assim que começo essa postagem de hoje, como abertura, para uma longa segunda feira com inicio de uma semana que certamente não será muito agradável para algum lados.

Todos já devem saber das festas de rua organizadas pelo vereador Henrique (Henrique Produções) e seu irmão, André Costa (André Produções), tanto as que já foram feitas, quanto ainda as que estão por vir. A ultima de certa relevância que o vereador da juventude produziu foi o FESTIVAL DA JUVENTUDE cujas letras das músicas veiculadas para este mesmo público jovem tinha como ênfase a apologia  à pedofilia, com conotações levadas às nossas jovens entre 12 á 15 anos (as conhecidas novinhas), em que as mesmas são tratadas como meros objetos de uso sexual masculino.

Não estou aqui dizendo que o vereador em questão as trate assim. Estou apontando que algumas bandas contratadas por ele e sua equipe, tem esse teor, infelizmente com Apologia à pedofilia!

Mas isso talvez seja motivo de uma nova postagem para outro momento, já que tem muita coisa à se falar sobre isso e o motivo de minha postagem hoje, especificamente é outro.

Para os dias 30 de novembro e 14 de dezembro acontecerão duas festas na rua com bandas contratadas pelo vereador Henrique, essas pelo menos tem musicas um tanto mais leves, e segue ao gosto de um maior número de pessoas. O mesmo já está espalhando essa "novidade no ar", com sua poluição sonora e visual, usando carros de som, cartazes e banners, além do uso das redes sociais.

Mas, note-se para uma informação. As festas programadas por este vereador e sua equipe será no Pátio da Santa Terezinha, em plena praça pública, com fechamento para pedestres, carros, etc, no entanto, será de uso particular. E segundo informações, só entrará no local apenas quem pagar pelo ingresso. O que por si só, já parece ser um absurdo.

Como assim? Então a partir de agora os que bem quiserem, poderão contratar bandas, fazer shows, etc, em local público, para obtenção de ganhos, em festas particulares, e não prestar contas à seu ninguém, é isso, senhor vereador?

Pergunto aqui se existe alguma autorização por escrito, alvará de liberação para este evento, especificamente?

Não sou conhecedor de leis jurídicas, mas se olhar um pouco para o que é ou não legal, vamos constatar que para que determinado acontecimento se dê numa cidade deve-se haver, se não me engano, autorização da prefeitura para isso por ser uma festa particular. Se a festa for gratuita, talvez não precise. Mas se é particular, para simples uso e proveito comercial, pode-se dispor livremente de pátios de eventos, fechar ruas, etc, sem consultar ninguém? Neste caso específico, se a prefeitura fechar os olhos para isso, é sinal de conivência com o que já está sendo chamado pelos populares de abuso de poder.

Para tais eventos são encaminhados oficios para a delegacia, para que a mesma disponibilize efetivo policial para o dia, ou noite, bem como uma grande mão de obra em que até mesmo nossos varredores de rua, os garis, são colocados para atuar em horário que não é seu, tendo assim, uma total despesa para a prefeitura ou empresa contratada em se falando de horas extras. Sem contar ainda que com isso o consumo de energia tende à aumentar ainda mais com eventos como estes. Ainda, se não me engano, existe uma taxa de iluminação pública, previamente paga para a companhia de energia. Esses procedimentos estão sendo exercidos normal, e dentro da lei, senhor vereador? O consumo de energia vai sair do responsável pelo evento ou sairá do bolso do consumidor? Neste caso, quem pagará a conta por suas festas de rua?

E olha que neste último ano o que estamos encontrado de festas e festinhas, não está na história de nossa cidade. Claro que o senhor não é o único!

É a velha política de Roma, com festas regadas à pão e vinho para engodar o povo que esquece das obrigações legais de um vereador dentro de uma cidade. 

No final das contas quem paga essa conta? Acertou quem responder que somos nós, que pagamos impostos, o consumidor comum!

Contam-se nos bastidores das informações que estas mesmas festas programadas pelo vereador, será de uso e ganhos pessoais, tendo o Pátio da Santa Terezinha fechado com tapumes e barricadas de entrada, com valor de ingresso à ser cobrado, mas sem quaisquer documentações apresentadas, até o dia de hoje.

Informado sobre o assunto, tentei por algumas vezes falar por telefone com o vereador Henrique, e saber dele se as documentações que deveriam ser de praxe estão oficializadas ou não. Mas, infelizmente não consegui contato com o mesmo.

Sendo verdade que não existe qualquer documento oficial para a liberação desta festa, é sinal de que o legislador por ser vereador estaria passando por cima de alguns protocolos, agindo de certa forma sob a alcunha de abuso de poder. Isso é uma vergonha para nossa cidade, mais uma vez, em que encontramos vereadores preocupados apenas nos ganhos próprios, quando à bem da verdade deveria estar preocupados em legislar para o povo. E fazer festas não é legislar, senhor vereador, sua função à partir de agora é bem outra.

Além do mais, posso estar errado, mas segundo informações, quando alguém passa a atuar como vereador, prefeito ou coisa parecida, logo seu cargo anterior passaria á não ser exercido pelo mesmo, que deveria ceder a direção dessa mesma empresa para outrem de sua confiança. Coisa que não está acontecendo em nossa cidade, em que alguns empossados continuam nos mesmos cargos anteriores. E no caso em particular o vereador Henrique está mais para atuar em suas "produções" do que como legislador.

Dizem nossos irmãos evangélicos, baseados num versículo bíblico, que não podemos servir à dois senhores, uma vez que a tendência é beneficiar mais um e desprezar o outro. E ao que parece nosso legislador está mais propenso às suas "melhores festas" do que na função que o mesmo abraçou neste ano para exercer até 2016.

O que o vereador está fazendo e mostrando é que de certa forma não existe respeito pelas autoridades constituídas, o que lhe dá o "direito" de fazer suas festas em praça pública, com promoção pessoal, livremente, sem ser incomodado por ninguém.

Henrique, conheço-o e disse-lhe que quando você assumisse iria cobrar e estar no seu pé, seja por conta de ser quem és ou por conta de se posicionar como representante da juventude. O senhor mesmo disse-me: "SE EU ESTIVER ERRADO, ED, PODE COBRAR!" Portanto! Não estou cem por cento afirmando se o senhor está ou não errado. Estou argumentando por informações que estão sendo repassadas nos quatro cantos da cidade. Mas, estarei aberto, ou melhor, este blog tem espaço aberto para uma resposta ao povo, caso tenha ombridade para tal, explicando o que se passa e o porque de populares revoltarem-se desse ato.

Caso o senhor esteja com estas documentações em dia, tudo certinho, bonitinho, convido-o para trazer este mesmo material, de maneira que divulguemos imediatamente. Mas, se o senhor não nos procurar podemos concluir que as coisas não estão cem por cento concretas?

Ficamos na resposta não apenas de sua pessoa, como ainda, das autoridades locais constituídas sobre esses eventos em praça pública para uso privado.